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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Suna no Onna




(Suna no Onna, Hiroshi Teshigahara, 1964)



Opções:
1. Pego no livro de Abe Kōbō ou no filme de Teshigahara e comparo-o com O mito de Sísifio de Camus.
2. Faço um trabalho qualquer sobre uma coisa-qualquer-sem-interesse.
3. Pego na triologia de Teshigahara, nos livros de Abe e em Camus, Kafka, Kierkegaard, Sartre e quem mais for preciso e faço um trabalho espectacular.
4. Acabo com Macau e com todas as coisas que impliquem relações luso-chinesas.
5. Estou ansiosa e com falta de tempo (constatação)
6. Macau aborrece-me profundamente e as relações luso-chinesas também (dupla constatação)

domingo, 21 de novembro de 2010

Indecência saudável




É de admirar um homem que diz que é vil no sentido mesquinho e infame da vileza. Já os sacanas, aqueles literalmente sacanas, são realmente indecentes. O D. H. Lawrence tem um poema que diz que a indecência pode ser saudável. Nada que se aplique a um sacana indecente nada saudável como ele. 

Sacana/Sakana

Ele é um sacana. Também é um peixe.








(Perceba-se que em japonês sakana é peixe)
(Não tenho mais nada a declarar ao mundo, por agora)


(É isso)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

*

Tenho inveja de indivíduos que nasceram com toda certeza do mundo. Porque isto de me sentir perdida aos 22 anos anos começa a fazer pouco sentido e também não é coisa que os outros compreendam facilmente.

domingo, 31 de outubro de 2010

Expectativas

Abomino expectativas porque falseiam a realidade. O sofrimento acaba por se sobrepor ao prazer e, no fim, fica a desilusão.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dilema nocturno #4

Aborreço-me facilmente. Não tenho paciência para tretas, por isso passo a vida a assobiar para o lado. Admito que gosto que me façam cocegas ao ego. Mas entre o aborrecer-me e o assobiar há uma preguiça imensa. 


Há dois dias atrás dormi oito horas. Não me senti feliz. Não estou menos cansada. Fiz uma composição em mandarim. Tenho dois livros novos para ler. Um deles é o À Sombra das Raparigas em Flor de Proust, vou, portanto, no segundo volume de Em Busca do Tempo Perdido. O outro é do Ruy Belo.
Devia estudar japonês. Mas, para além de me aborrecer fico ansiosa e apetece-me ler ou ver filmes. É quando penso no meu professor que é um mimo e que diz "o deleite intelectual não é tudo na vida" ou "é uma ternura um livro daqueles", e o senhor, contrariando-se, convence-me que é melhor ler o livro.

Isto não é um diário.

Boa noite.

Vou pensar nisto:
"Poder-se-á dizer que certa influência é nociva só porque nos rebelamos contra ela?" -Pergunta Ruy Belo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Concluída a leitura de Introdução à Linguística Teórica percebi que não quero, definitivamente, estudar linguística. Não gosto. Ponto final.