(Ruy Belo, Orla Marítima, Fac-simile in Cólquio Letras, Nº 73, Maio 1983)
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Gato branco, nariz castanho, sem nome
Está tudo certo mas a gata
que outro mundo trará a gata que morreu.
(Ruy Belo)
que outro mundo trará a gata que morreu.
(Ruy Belo)
Os gatos morrem senhor Eugénio, o meu morreu e não tinha nome. Depois é como aquilo da Adília que diz que "o meu gato morreu por isso já me posso suicidar", mas não, não é assim. Tenho outro e com nome. Nome de gente para ser estranho e não parecer uma substituição.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Influência nociva
Poder-se-á dizer que certa influência é nociva só porque nos rebelamos contra ela?
Tinha perguntado Ruy Belo acerca de Breton. Tinha também dado a resposta. E eu, passado quase dois meses, pego na mesma pergunta por responder. É sempre tudo sobre mim. Sim, é. Não é assim com toda gente?
Sempre achei que a família servia apenas para o individuo se desintegrar. O objectivo é engrandecer a estranheza para criar o ser estranho, é dissolver essa coisa chamada família.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Valor do Vento
Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e
só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira-mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto
Ruy Belo
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